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SAAE - SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO

História do Serviço Autônomo de Água e Esgoto SAAE de São Mateus

1 – Informações Gerais

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae é uma autarquia municipal com personalidade jurídica própria, dispondo de autonomia econômico-financeira e administrativa, tendo como atividade principal a captação, o tratamento e a distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto sanitário.

Essa autarquia foi criada pela Lei da Câmara Municipal de São Mateus nº 792/67, do dia 30 de março de 1967, na administração do prefeito Wilson Gomes.

Sua sede está situada à Av. João XXIII, 2204 – Centro CEP: 29931-910 – São Mateus – Espírito Santo – Telefone: (27) 3314-1444 – Fax: (27) 3314-1424 – Site: www.saaesma.com.br   - E-mail: saae@saaesma.com.br

 

2 – História do saneamento em São Mateus

Pouco depois de Vasco Fernandes Coutinho tomar posse da Capitania do Espírito Santo, alguns dos seus colonos entenderam de se estabelecer no alto do planalto, onde havia uma pequena aldeia indígena.

Nesse local, onde atualmente se localizam a Praça Municipal, a Igreja Matriz e o Museu de São Mateus, construíram suas primeiras choupanas para abrigo, pois, do alto do morro, melhor se defenderiam de ataques inimigos e também porque havia, bem próxima dali, uma nascente de água cristalina, ótima para o consumo, de que os antigos moradores indígenas já faziam uso.

Os primeiros colonos buscavam a água em pequenas vasilhas. Mais tarde, depois de consolidada a ocupação e estabelecida a vila, o transporte da água daquela nascente, já denominada “Córrego da Bica”, para o uso domiciliar era

 

[...] feito em carroções de madeira forrados com zinco, puxados por junta de bois. Também os "rolos", foram bastante utilizados pelos aguadeiros e escravos para transportar a água do córrego da Bica até as residências dos moradores. O escravo condutor, ou o aguadeiro, enchia o barril, colocava a corda na cintura e ia rolando ladeira acima, puxando aquela engenhoca até o consumidor. (NARDOTO, Eliezer Ortolani e LIMA, Herinéa. História de São Mateus. São Mateus: Edal, 1999. p. 225)

 

Eram denominados “rolos” tonéis de madeira em que se adaptavam suportes para a fixação de cordas para o condutor rolar esses tonéis ladeira acima, transportando a água para vendê-la aos moradores da vila. 

Uma outra fonte de fornecimento de água para beber era a “Biquinha”, localizada na atual Avenida Cricaré, nas proximidades da Ladeira do Besouro. Ainda hoje continua sendo muito utilizada pelos moradores adjacentes.

A água da “Biquinha” passou a ser utilizada a partir do momento em que se iniciaram as construções dos casarões do Porto, no final do século XVIII. Esse reservatório é tombado pelo Patrimônio Histórico.

A primeira providência oficial para atender os moradores com água encanada, em São Mateus, aconteceu na segunda metade do século XIX, com a construção do reservatório da Biquinha e da canalização que levava água desse reservatório até o Chafariz do Porto, em 1871.

Segundo informou Otto de Oliveira Neves, ex-prefeito de São Mateus, ao autor, foi o seu tio-avô, o médico Dr. Raulino Francisco de Oliveira quem realizou essas obras de saneamento.

Na parte sul de São Mateus, durante muito tempo a nascente do córrego “Forno Velho” forneceu água límpida aos moradores do Teimoso e Sernamby (e ainda hoje fornece para poucos).

Na década de 40 do século XX, foi instalado o Serviço de Água Encanada pela Companhia Mauá, que celebrou um contrato com a Prefeitura Municipal.

Os recursos foram obtidos graças a um acordo envolvendo o Governo Estadual que desativou a Estrada de Ferro São Mateus – Nova Venécia e repassou os trilhos, as locomotivas e outros equipamentos para a Companhia Vale do Rio Doce. Em contrapartida, foram construídas a Caixa D’Água da Praça Municipal, a rede adutora de água do córrego da Bica até a Caixa D’Água e a rede de distribuição de água para a cidade de São Mateus.

O Serviço de Água Encanada foi inaugurado a 08 de Janeiro de 1945, na gestão do Prefeito Otto de Oliveira Neves, em meio a grande festividade. O acontecimento foi prestigiado pelo Governador do Estado, Dr. Jones dos Santos Neves e sua comitiva.

Para o bombeamento da água para a Caixa D’Água foi instalado um motor a diesel, num pequeno compartimento construído na beira do Córrego da Bica. As instalações eram precárias. Quando o motor dava defeito, os usuários ficavam até quinze dias sem água.

Esse primeiro motor foi substituído, mais tarde, por um motor de caminhão, marca Chevrolet.

Osman Bastos Cardoso, funcionário da Prefeitura, era o responsável pelo abastecimento de água. Quanto à assistência técnica, era de responsabilidade de Gumercindo Guedes Pinto.

Durante muitos anos só os moradores do centro da cidade foram beneficiados com a água encanada. Nos bairros, permanecia o velho sistema de apanhar água nos córregos e nas cacimbas. Alguns dos moradores, que tinham melhores condições financeiras, mandavam perfurar poços em seus quintais. Desses poços, em sua maioria, a água era retirada através de manivela e corda.

Quanto aos chafarizes, consta que até dezembro de 1948 só havia o do Porto e um no bairro Sernamby. Embora Othovarino Duarte Santos, prefeito em exercício naquela época, demonstrasse interesse em construir outros chafarizes em locais públicos, conforme atesta o ofício 810/48 encontrado no Arquivo Público Municipal de São Mateus, esse benefício só chegou a outros bairros entre 1951 e 1958, ou seja, no período correspondente às administrações de Zenor Pedrosa Rocha e Roberto Arnizaut Silvares.

Em 1954 (administração de Zenor Pedrosa Rocha) a Prefeitura contratou a Cia. de Perfurações Comerciais S/A, do Rio de Janeiro, para a abertura de poços para abastecer a cidade com água. Essa benfeitoria foi orçada em Cr$ 100.000,00 (Cem mil cruzeiros), mas não deu certo devido ao  tipo de solo.

A modernização do sistema de fornecimento de água e a construção da rede de esgotos só aconteceram no final dos anos sessenta, com o funcionamento do Serviço Autônomo de - Água e Esgoto - SAAE.          

 

3 – A implantação do SAAE em São Mateus

Creditamos ao Prefeito Otívio de Almeida Cunha as primeiras investidas no sentido de obter recursos junto ao Governo Federal para viabilizar a oferta de água tratada aos moradores de São Mateus. Durante uma seção solene realizada na Câmara Municipal, em 1965, da qual participava o representante do Presidente da República, Coronel Dilermando Guimarães, o médico Dr. Péricles Ramos - Chefe do Serviço de Saúde Pública local - fez uma ampla exposição sobre o índice de verminose no município (80 % da população do perímetro urbano estava infestada), ressaltando a necessidade de a população ser atendida imediatamente com água tratada. Impressionado com a situação, o Coronel Dilermando Guimarães resolveu atender ao pedido do Prefeito Otívio de Almeida Cunha, interferindo junto ao Governo Federal que, no prazo de trinta dias, liberou a verba. (Conforme depoimento do ex-prefeito Otívio de Almeida Cunha ao autor)

Foi também celebrado um convênio entre a Prefeitura e o Banco Interamericano do Desenvolvimento - BIRD - o que permitiu a aquisição do terreno, a construção da estação de tratamento e os materiais necessários ao início da obra pela prefeitura.

O Prefeito Wilson Gomes deu prosseguimento, criando oficialmente o SAAE sob a supervisão da Fundação SESP. A 28 de abril de 1968 foi entregue à população mateense um serviço moderno com capacidade para abastecer até 35 mil habitantes.

Esse serviço se estenderia em seguida à sede do Distrito de Jaguaré e, mais tarde, a outros pontos do interior de São Mateus.

 

Diretores do SAAE desde a sua fundação:

Gilson de Oliveira
Leo de Muniz de Souza Lima
Paulo Miranda Pereira
Antonio Carlos de Mattos Siqueira (05/1982 a 08/1988)
Récio Ellery Araújo (1990-1992)
Miguel Fardin (10/1992 a 02/1998)
Marcelo de Oliveira (02/1998 a 10/2000)
Jorge Alexandre da Silva (10/2000 a 12/2000)
Janete Capucho (01/2001 a 05/2002) *
Róger Pestana (05/2002 a 05/2007)
Antônio Carlos Luiz de Souza (05/2007 a 12/2008)
Dicla Maria Pifer Brzesky (01/2009)

* Veja sua biografia neste site no sub-link "Biografias)

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